February 2012
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Cioran - História e Utopia
” ‘E o povo?’, perguntarão. O pensador ou o historiador que emprega esta palavra sem ironia se desacredita. O ‘povo’, sabe-se muito bem a que está destinado: a sofrer os acontecimentos e as fantasias dos governantes, prestando-se a desígnios que o enfraquecem e o oprimem. Toda experiência política, por mais ‘avançada’ que seja, desenrola-se à sua custa,...
Is language the adequate expression of all realities?
– Friedrich Nietzsche. (via fuckyeahfriedrichnietzsche)
Lampejo moribundo
No auge de minha conduta arredia Esquivo-me claudicando da profusão voraz de buracos negros, e tomo um destino errante.
Ao pescoço, pendem velhos laços de família que se enrijecem, vez ou outra, seguidos de voz mordaz: “Alto lá! Nem mais um passo adiante!”
Sinto o aperto que na garganta se cria, encolero-me de pronto, perco a paz quando o roxo me cora o semblante, e num gesto sufocante, ...
Precisamos Falar Sobre Kevin - Lionel Shriver
“Eu jamais teria imaginado que simplesmente criar uma ligação com você”, e formulei isso da forma mais diplomática que consegui, “Me daria tanta dor de cabeça. Eu achava…” respirei fundo. “Eu achava que essa parte vinha de graça.”
Drummond - A flor e a náusea
“Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. Ao menino de 1986 chamavam anarquista. Porém meu ódio é o melhor de mim. Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima.”
Uma noite, sentei a Beleza no meu colo. - E a achei amarga. E a xinguei.
– Rimbaud
Para que você quer ser poeta? Tudo o que você pensar em escrever em matéria de...
– Carlos Drummond de Andrade (via camilacosta)
Livro do desassossego
A alma humana é vítima tão inevitável da dor que sofre a dor da surpresa dolorosa mesmo com o que devia esperar. Tal homem, que toda a vida falou da inconstância e da volubilidade feminina como de coisas naturais e típicas, terá toda a angústia da surpresa triste quando se encontre traído em amor — tal qual, não outro, como se tivesse sempre tido por dogma ou esperança a fidelidade e a firmeza da...
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Morte Lenta: A esperança →
Pandora trouxe o vaso que continha os males e o abriu. Era o presente dos deuses aos homens, exteriormente um presente belo e sedutor, denominado “vaso da felicidade”. E todos os males, seres vivos alados, escaparam voando: desde então vagueiam e prejudicam os homens dia e noite. Um único mal ainda não saíra do recipiente: então, seguindo a vontade de Zeus, Pandora repôs a tampa, e ele...
Passagem das horas
Torna-me humano, ó noite, torna-me fraterno e solícito. Só humanitariamente é que se pode viver. Só amando os homens, as ações, a banalidade dos trabalhos, Só assim - ai de mim! -, só assim se pode viver. Só assim, o noite, e eu nunca poderei ser assim!